O ser humano sem sonho não existe. Sonhar não custa nada, não se paga para sonhar e é bom sonhar, sonhar grande, sonhar belo, sonhar por justiça, por fraternidade, por solidariedade...
Meu sonho é a Política, com “P” maiúsculo. Sei que a Política é ciência, arte e um poderoso instrumento para promover o bem-estar social e a felicidade da população. Porém, é difícil fazer política, na medida em que a desonestidade, a infidelidade, a traição, a corrupção viraram moda, uma moda ruim, doentia, alimentada pelos falsos políticos. Como superar tudo isto? Afinal, estamos trabalhando com seres humanos e conta o dito popular: Quer conhecer um homem? Dê poder e dinheiro a ele; só assim ele mostra a sua verdadeira cara. Quando ele manda é democracia, quando outro manda é ditadura. Faça o que eu digo, não faça o que faço. Seus protegidos são inocentes e competentes, os alheios são duvidosos. Véspera de eleição é tempo de agradar eleitor, o resto do tempo é para engordar a conta bancaria.
Ser de direita ou de esquerda, tanto faz, desde que ele chegue aos seus objetivos. Com esta pratica, a corrupção tornou-se um dos grandes males que afetam a sociedade brasileira, especialmente a administração pública. Nossa história mostra que as práticas ilícitas do desvio de recursos, do favorecimento de amigos e parentes e da troca de favores têm nos condenado a um estado de subdesenvolvimento crônico.
Tão grave quanto a própria corrupção é a aceitação complacente dos comportamentos anti-éticos que são traduzidos em ditos populares como “rouba, mas faz”. O bom uso da máquina pública não deve ser vista como uma cortesia, mas como uma obrigação do governante eleito. Viver em sociedade significa pensar no coletivo acima de seus próprios interesses. Se o cidadão paga imposto e aceita a legislação vigente em nome do bem-estar social, é imprescindível que o administrador público também o faça. O descrédito das instituições, a indiferença dos cidadãos pela política e o desinteresse pelas eleições revelam a angustia dos indivíduos e da sociedade.
Certamente, a corrupção é um dos grandes males que afetam a sociedade brasileira, especialmente a administração pública.
Nossa história mostra que as práticas ilícitas do desvio de recursos, do favorecimento de amigos e parentes e da troca de favores têm nos condenado a um estado de subdesenvolvimento crônico. Tão grave quanto a própria corrupção é a naturalização dos comportamentos anti-éticos que são traduzidos em ditos populares como “rouba, mas faz”.
O bom uso da máquina pública não deve ser vista como uma cortesia, mas como uma obrigação do governante eleito.
Viver em sociedade significa pensar no coletivo acima de seus próprios interesses. Se o cidadão paga imposto e aceita a legislação vigente em nome do bem-estar social, é imprescindível que o administrador público também o faça. O descrédito das instituições, a indiferença dos cidadãos pela política e o desinteresse pelas eleições revelam o deterioramento do convívio social. A nossa luta de combate a corrupção nasceu da constatação de que não adianta implementar projetos de desenvolvimento humano antes de neutralizar as ações daqueles que dedicam ao desvio do dinheiro público.
Acreditamos que ao enfrentar a corrupção, criamos meios para amenizar a carência crônica de verbas que afeta milhares de municípios brasileiros. Além disso, a administração ética dos recursos públicos melhora a qualidade dos serviços básicos oferecidos a população, equilibra a circulação de recursos e possibilita a geração de novos empregos.
Hélio Silva é SOCIOLÓGO e Cientista Social
Presidente do Instituto Sociológico de Mato Grosso
E-mail: cacacorrupto@gmail.com
09 Maio 2008
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